
Como são escolhidos os jurados
Na 68ª edição do Prêmio Jabuti, os nomes para a composição dos júris puderam ser indicados por meio de consulta pública, aberta à participação do mercado editorial, leitores e demais interessados. A consulta constitui uma das fontes para a formação dos colegiados e permite ampliar o universo de profissionais considerados para cada categoria.
O processo conta também com a participação da equipe do Prêmio Jabuti, que reúne e organiza as indicações e contribui para a verificação das informações. A Curadoria realiza ainda consultas a profissionais, especialistas e pessoas de reconhecida experiência em diferentes áreas, buscando identificar outros nomes que possam contribuir para a composição dos júris.
A partir desse conjunto de indicações, consultas e verificações, é definida a composição dos colegiados, considerando sua qualificação e isenção, os impedimentos estabelecidos no Regulamento, a pertinência de suas experiências em relação aos critérios de cada categoria e a complementaridade do colegiado. O objetivo é reunir diferentes conhecimentos, repertórios e experiências capazes de contribuir para uma avaliação qualificada das obras e iniciativas inscritas.
O processo é acompanhado por auditoria independente, que verifica eventuais conflitos de interesse e valida as etapas sob sua responsabilidade. Sua atuação contribui para assegurar a regularidade e a integridade da premiação.
As avaliações são individuais e sigilosas. Os jurados assumem compromissos de responsabilidade e confidencialidade, e a identidade dos integrantes dos colegiados é preservada durante todo o período de avaliação.
Conheça os jurados do Prêmio Jabuti 2026, os critérios que orientam cada categoria e as diferentes experiências reunidas em cada colegiado.
Como são compostos os colegiados
A composição dos júris do Prêmio Jabuti considera três princípios complementares: a qualificação de seus integrantes, a pertinência de suas experiências em relação aos critérios de cada categoria e a complementaridade do colegiado.
O objetivo não é necessariamente reunir três profissionais de trajetórias idênticas, mas formar, em cada categoria, um conjunto de experiências capaz de observar as obras a partir dos diferentes critérios estabelecidos no Regulamento. Por isso, os júris reúnem escritores, editores, professores, pesquisadores, jornalistas, críticos, tradutores, artistas, designers, profissionais do livro e especialistas de diferentes áreas.
Nas categorias literárias, o repertório cultural e a experiência continuada de leitura também constituem dimensões relevantes do julgamento. Nas categorias de natureza técnica, ganha especial importância a experiência profissional diretamente relacionada ao ofício avaliado.
A diversidade de perspectivas não substitui a competência. Ao contrário, procura ampliá-la, fazendo com que cada obra seja examinada por um colegiado que reúna diferentes formas de conhecimento, experiência e leitura.
Critérios de avaliação — Originalidade e inventividade · Expressividade · Densidade de conteúdo e brevidade de forma.
O colegiado — O júri de Conto reúne diferentes experiências de criação, leitura e escrita. Amara Moira traz a literatura, a teoria e a crítica literária, com experiência também na tradução e no conto; Lu Fernandes, uma longa trajetória no jornalismo e na edição de livros, incluindo literatura e ficção; e Sabine Righetti, a pesquisa, o jornalismo e a escrita. O colegiado aproxima, assim, criação literária, experiência editorial e leitura analítica.
Amara Moira
Amara Moira é escritora, professora de literatura, tradutora e doutora em Teoria e Crítica Literária pela Unicamp, onde pesquisou a obra de James Joyce. É autora de E se eu fosse puta e Neca: romance em bajubá, finalista do Prêmio São Paulo de Literatura. Desenvolveu pesquisa sobre Dublinenses, de Joyce, traduziu o livro de contos Chuva dourada sobre mim, da argentina Naty Menstrual, e participou da coletânea O dia escuro: contos inquietantes de autoras brasileiras.
Lu Fernandes
Lu Fernandes é jornalista e editora, com trajetória iniciada em 1975 em veículos como Folha de S.Paulo, Jornal do Brasil, Editora Bloch e Rede Record. Na área cultural, trabalhou na divulgação da Bienal Internacional do Livro de São Paulo, da Flip e das Jornadas Literárias de Passo Fundo. Fundou e dirigiu a Editora Barcarolla, que durante 13 anos publicou autores brasileiros e estrangeiros em literatura, filosofia, biografias, jornalismo e sociedade, incluindo obras de ficção e livros de contos.
Sabine Righetti
Sabine Righetti é jornalista, pesquisadora e professora do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo da Unicamp. Doutora em Política Científica e Tecnológica pela mesma universidade, pesquisa as relações entre ciência, jornalismo e sociedade e é cofundadora da Agência Bori, dedicada à divulgação da produção científica brasileira. É colunista da Folha de S.Paulo e autora de livros sobre universidade, ciência e jornalismo, reunindo uma trajetória marcada pela pesquisa, pela escrita e pela comunicação de temas complexos para diferentes públicos.
Critérios de avaliação — Originalidade do assunto ou do tratamento · Expressividade e qualidade da escrita · Interlocução com a realidade, o cotidiano ou a história.
O colegiado — O júri de Crônica reúne três formas de aproximação com a literatura: criação, crítica e leitura profissional. Alessandra Colasanti transita entre escrita, roteiro, teatro e pesquisa literária; Lourival Holanda traz uma longa trajetória como professor, crítico e pesquisador de literatura; e Rodrigo Casarin, jornalista especializado em livros, é também autor de crônicas. O colegiado combina, assim, experiência autoral, reflexão crítica e leitura continuada da produção literária.
Alessandra Colasanti
Alessandra Colasanti é autora, roteirista, diretora e atriz, formada em Artes Cênicas, com habilitação em Teoria do Teatro, pela UNIRIO, e pós-graduanda em Literatura, Cultura e Contemporaneidade pela PUC-Rio. Desenvolve trabalhos autorais no teatro e no audiovisual, nos quais articula escrita, memória e narrativa. Roteirizou, dirigiu e montou Marina Colasanti, entre a Sístole e a Diástole e A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho, vencedor do Grande Prêmio do Cinema Brasileiro de melhor curta-metragem documentário.
Lourival Holanda
Lourival Holanda é professor e crítico literário, formado em Filosofia pela Universidade Paris 8 e doutor em Letras pela Universidade de São Paulo. Professor da Universidade Federal de Pernambuco, dedica sua trajetória ao ensino, à pesquisa e à crítica de literatura. É autor, entre outros livros, de Sob o signo do silêncio, Fato e Fábula, Realidade inominada e Um homem livre: Montaigne. Sua atuação reúne filosofia, teoria literária e leitura crítica de diferentes tradições da literatura.
Rodrigo Casarin
Rodrigo Casarin é jornalista especializado em literatura e pós-graduado em Jornalismo Literário. Desde 2015 edita a Página Cinco, projeto dedicado aos livros que reúne coluna no UOL, newsletter e podcast e recebeu o Prêmio IPL na categoria Mídia. É autor de A Biblioteca no Fim do Túnel: Um Leitor em Seu Tempo, reunião de 55 crônicas, semifinalista do Prêmio Jabuti. Integrou por seis anos o júri do Prêmio Oceanos e foi jurado do Jabuti.
Critérios de avaliação — Domínio das técnicas do gênero para reafirmá-las ou subvertê-las · Inventividade e sonoridade na relação entre forma e conteúdo · Interlocução com outros estilos e autores.
O colegiado — O júri de Escritor Estreante – Poesia reúne três trajetórias diretamente ligadas à criação, ao estudo e à crítica da poesia. Antonio Carlos Secchin, Carlos Vogt e Paulo Franchetti associam experiência como poetas a diferentes percursos na pesquisa, na docência e na crítica literária. O colegiado reúne, assim, criação e reflexão sobre linguagem, formas poéticas, tradições e rupturas, dimensões diretamente relacionadas aos critérios de avaliação da categoria.
Antonio Carlos Secchin
Antonio Carlos Secchin é poeta, ensaísta, crítico literário e professor emérito de Literatura Brasileira da UFRJ. Doutor em Letras, é membro da Academia Brasileira de Letras desde 2004 e autor de extensa produção dedicada à poesia e à crítica literária. Entre seus livros estão Todos os ventos, premiado pela Fundação Biblioteca Nacional, ABL e PEN Clube, e estudos sobre João Cabral de Melo Neto. Organizou também edições e antologias de importantes poetas brasileiros.
Carlos Vogt
Carlos Vogt é poeta, linguista e professor emérito da Unicamp, formado em Letras pela USP, com pós-graduação na França e doutorado pela Unicamp. Sua produção poética, iniciada em livro com Cantografia, reúne títulos como Paisagem doméstica, Geração, Metalurgia, Mascarada, Ilhas Brasil, Pisca-alerta e Novos Poemas. Cantografia recebeu o prêmio Revelação em Poesia da APCA. Sua trajetória intelectual articula criação poética, estudos da linguagem, literatura e reflexão sobre ciência e cultura.
Paulo Franchetti
Paulo Franchetti é poeta, crítico literário, professor e pesquisador, com formação em Letras pela Unesp, mestrado pela Unicamp, doutorado pela USP e livre-docência pela Unicamp, onde foi professor titular de Teoria Literária. Sua produção crítica dedica especial atenção à poesia de língua portuguesa e às formas poéticas, incluindo estudos sobre poesia concreta, Camilo Pessanha e o haicai. Foi diretor da Editora da Unicamp e reúne em sua trajetória criação poética, crítica, edição e pesquisa literária.
Critérios de avaliação — Qualidade da forma, estilo e/ou técnica narrativa · História original e envolvente · Desenvolvimento dos personagens.
O colegiado — O júri de Escritor Estreante – Romance reúne diferentes experiências de leitura, criação e interpretação da narrativa. Orna Levin traz a pesquisa e a crítica literária, com especial dedicação à ficção; Daysi Bregantini, mais de duas décadas de trabalho editorial no campo da literatura e da cultura; e Mariannita Luzzati, a experiência de uma artista visual e leitora de literatura de amplo repertório cultural. O colegiado aproxima, assim, análise literária, experiência editorial, sensibilidade artística e experiência leitora.
Daysi Bregantini
Daysi Bregantini é jornalista, editora e formada em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Desde 2002 dirige a revista Cult, publicação dedicada à literatura, às artes, à filosofia e às ciências humanas, da qual é atualmente editora e diretora responsável. Ao longo de mais de duas décadas, acompanhou a produção literária e o debate cultural brasileiro, editando autores, entrevistas e ensaios. Organizou, entre outras publicações, Cult 20 anos: Melhores Entrevistas e Marilena Chaui: pensamento, afetos e análise da obra.
Mariannita Luzzati
Mariannita Luzzati é artista visual e leitora de literatura de amplo repertório cultural. Estudou no Istituto per l’Arte e il Restauro, em Florença, e desenvolveu sua formação no Brasil com artistas como Carlos Fajardo, Carmela Gross e Evandro Carlos Jardim. Participou da 22ª Bienal Internacional de São Paulo e tem trabalhos em coleções como as da Pinacoteca de São Paulo, do Museu de Arte Moderna de São Paulo e do British Museum. Sua trajetória combina investigação artística, diferentes linguagens e uma experiência continuada de leitura literária.
Orna Levin
Orna Levin é professora livre-docente do Departamento de Teoria Literária do Instituto de Estudos da Linguagem da Unicamp. Graduada em Letras, é mestre e doutora em Teoria Literária pela mesma universidade e realizou pós-doutorado na Georgetown University. Pesquisa história literária e cultural, com ênfase na ficção e na dramaturgia dos séculos XIX e XX. É autora de estudos sobre Aluísio Azevedo e organizou sua Ficção Completa, além de edições dedicadas à prosa de Mário de Andrade.
Critérios de avaliação — Técnica narrativa, desenvolvimento do enredo e personagens · Interação entre imagens ou entre imagens e texto · Originalidade e inventividade.
O colegiado — O júri de Histórias em Quadrinhos reúne diferentes experiências na construção de narrativas por meio da imagem e da palavra. Alcimar Frazão traz a prática autoral como quadrinista e ilustrador; Maurício Pestana, uma longa trajetória como cartunista, jornalista e escritor; e Catita, a experiência da criação literária, da pesquisa e da edição. O colegiado combina, assim, narrativa gráfica, desenho, escrita e leitura editorial na avaliação das relações entre imagem, texto, enredo e personagens.
Alcimar Frazão
Alcimar Frazão é quadrinista, ilustrador e gestor cultural, formado em Artes Visuais pela ECA-USP. É autor dos romances gráficos Ronda Noturna, O Diabo e Eu e Cadafalso e coautor, com S. Lobo, de Lovistori. Em 2013, foi curador, com Paulo Ramos, da exposição HQBR21 – O Quadrinho Brasileiro do Novo Século. Por Lovistori, recebeu o Troféu HQMix de melhor arte-finalista. Sua obra já foi publicada no Brasil, Peru, Portugal e Espanha.
Catita
Catita é escritora, professora, pesquisadora e editora. Cofundadora do Coletivo de Escritoras Negras Flores de Baobá, é autora de Morada e Notícias da Incerteza e coautora de Das Raízes à Colheita, além de participar dos Cadernos Negros e de antologias nacionais e internacionais. Desde 2022, é editora responsável pelo selo Dandaras, da Editora Feminas. Sua trajetória reúne criação literária em diferentes gêneros, formação de leitores, pesquisa e experiência editorial.
Maurício Pestana
Maurício Pestana é cartunista, jornalista, ilustrador e escritor, com trajetória iniciada nos anos 1980 em O Pasquim e passagem por diferentes veículos de imprensa. Sua produção gráfica aborda especialmente questões sociais, história e relações raciais. É autor de dezenas de livros, entre eles Racista, eu!? De jeito nenhum, Revolta dos Malês e Revolta da Chibata. Em 2024, recebeu o Troféu HQMix de Grande Mestre, em reconhecimento à sua trajetória nos quadrinhos brasileiros.
Critérios de avaliação — Inventividade e originalidade com linguagem adequada ao público-alvo · Obras que despertem percepções, emoções e sensações · Obras que multipliquem ou expandam a experiência leitora.
O colegiado — O júri de Infantil reúne três trajetórias ligadas à literatura, à infância e à formação de leitores. Cilza Bignotto traz a pesquisa e o ensino de literatura infantil; Dirce Waltrick do Amarante, a crítica, a tradução e a reflexão sobre obras destinadas às crianças; e Ricardo Viveiros, a experiência de escritor com produção voltada também ao público infantil e juvenil. O colegiado aproxima, assim, pesquisa literária, criação, tradução e conhecimento da experiência de leitura na infância.
Cilza Bignotto
Cilza Bignotto é professora e pesquisadora de literatura, com atuação no Departamento de Letras da Universidade Federal de São Carlos. Doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp, dedica parte importante de sua pesquisa à literatura infantil brasileira, às relações entre literatura, infância e sociedade e à obra de Monteiro Lobato. É autora de estudos sobre a história da literatura infantil e publicou pesquisas sobre temas como representação racial e circulação de livros destinados às crianças, articulando análise literária e perspectiva histórica.
Dirce Waltrick do Amarante
Dirce Waltrick do Amarante é ensaísta, escritora, tradutora e professora, mestre e doutora em Teoria Literária pela Universidade Federal de Santa Catarina. Foi professora de Literatura Infantojuvenil e desenvolveu estudos sobre literatura para crianças, tradução e autores como James Joyce e Edward Lear. Traduziu Contos de Ionesco para crianças e é autora de obras como Viagem numa peneira. Sua trajetória reúne pesquisa literária, criação e tradução, com atenção particular às possibilidades da linguagem e da imaginação na literatura infantil.
Ricardo Viveiros
Ricardo Viveiros é jornalista, escritor e professor, com longa trajetória na imprensa e produção literária em diferentes gêneros. Entre seus livros destinados a crianças e jovens estão O poeta e o passarinho, Saudade, Como encontrar uma linda princesa e O menino que lia nuvens. O poeta e o passarinho, ilustrado por Rubens Matuck, integrou iniciativa de incentivo à leitura da Fundação Itaú Social. Sua experiência reúne escrita, literatura infantojuvenil, comunicação e atividades relacionadas à formação e à aproximação de novos leitores.
Critérios de avaliação — Inventividade na criação de personagens e de universos reais ou imaginários · Linguagem atrativa que estimule a circulação de literatura entre os jovens · Representação das culturas juvenis e colaboração com a construção de identidades.
O colegiado — O júri de Juvenil reúne experiências relacionadas à literatura, à educação e ao conhecimento dos públicos jovens. Ghisleine Trigo Silveira traz uma longa trajetória na educação básica e na construção de currículos; Luana Garcia, a docência, a gestão educacional e a experiência continuada de mediação de leitura; e Vilmar Ledesma, a escrita e a construção de narrativas em diferentes linguagens. O colegiado aproxima, assim, experiência narrativa, formação de leitores e conhecimento das culturas e dos processos formativos juvenis.
Ghisleine Trigo Silveira
Ghisleine Trigo Silveira é educadora, pedagoga e doutora em Saúde Pública pela USP, com extensa atuação na educação básica, especialmente em currículo, planejamento e avaliação. Foi professora, diretora e supervisora escolar e ocupou funções de coordenação pedagógica na Secretaria da Educação de São Paulo. Participou da elaboração da Base Nacional Comum Curricular e do Currículo Paulista, além de coordenar a produção de materiais destinados a professores e estudantes. Atualmente integra o Conselho Estadual de Educação de São Paulo e a Academia Paulista de Educação.
Luana Garcia
Luana Garcia é educadora, com experiência em docência, gestão escolar e formação de leitores. Ao longo de sua trajetória profissional, atuou em diferentes frentes da educação básica e dedicou dez anos à mediação de um clube de leitura do Sesc, experiência de contato continuado com livros, leitores e práticas de compartilhamento da literatura. Sua atuação articula educação, leitura e acompanhamento de jovens, reunindo a experiência cotidiana da escola à mediação literária e à construção de espaços coletivos de leitura.
Vilmar Ledesma
Vilmar Ledesma é jornalista, escritor e roteirista, com trajetória também no jornalismo cultural. Como autor, dedicou-se especialmente à construção de narrativas a partir de histórias de vida e da memória cultural brasileira. Foi um dos autores da Coleção Aplauso, da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, para a qual escreveu livros sobre artistas e criadores como Cleyde Yáconis, Silvio de Abreu, Etty Fraser, Geraldo Vietri e Joana Fomm. Sua experiência reúne jornalismo, pesquisa, escrita e construção narrativa.
Critérios de avaliação — Domínio das técnicas do gênero para reafirmá-las ou subvertê-las · Inventividade e sonoridade na relação entre forma e conteúdo · Interlocução com outros estilos e autores.
O colegiado — O júri de Poesia reúne diferentes experiências de criação, reflexão literária e leitura editorial. José Ernesto Bolonha traz sua trajetória como poeta e escritor; Liniane Haag Brum associa produção autoral à pesquisa em teoria e história literária; e Sandra Espilotro acrescenta décadas de experiência na edição, seleção e acompanhamento de obras literárias. O colegiado combina, assim, criação poética, reflexão crítica e experiência leitora profissional na avaliação da linguagem, da forma e da inventividade.
José Ernesto Bolonha
José Ernesto Bolonha é psicólogo, professor, escritor, poeta e consultor em desenvolvimento humano e organizacional, com atuação nas áreas de educação e cultura. Fundador da Ethos, desenvolve trabalhos voltados à formação, à criatividade e às relações entre cultura e desenvolvimento humano. Sua trajetória reúne criação poética, reflexão sobre linguagem e participação continuada em atividades educacionais e culturais, acrescentando ao colegiado uma experiência autoral associada à leitura e à formação humanística.
Liniane Haag Brum
Liniane Haag Brum é escritora, pesquisadora, jornalista e roteirista, doutora em Teoria e História Literária pela Unicamp e mestre em Literatura e Crítica Literária pela PUC-SP. Sua pesquisa articula criação, teoria literária, memória, testemunho e relações entre literatura e outras linguagens. É autora de Antes do Passado – o silêncio que vem do Araguaia, obra que combina investigação documental e elaboração literária, além de ensaios e estudos sobre literatura. Realizou também pós-doutorado no Labjor-Unicamp.
Sandra Espilotro
Sandra Espilotro é editora, professora e curadora, com longa trajetória no mercado editorial brasileiro. Mestre pela Universidade de São Paulo, foi diretora-geral da Globo Livros e diretora editorial internacional do grupo Ediouro/Nova Fronteira, atuando na aquisição de obras, negociação de direitos e formação de catálogos de ficção e não ficção. Participou de júris de prêmios literários, entre eles o Jabuti e o Prêmio São Paulo de Literatura, e desenvolve atividades de formação voltadas ao mercado editorial e à leitura profissional de livros.
Critérios de avaliação — Qualidade do enredo, desenvolvimento da ação e dos personagens, conteúdo e trama · Potencial de engajar o leitor · Originalidade na técnica narrativa.
O colegiado — O júri de Romance de Entretenimento reúne experiências relacionadas à construção narrativa, à leitura crítica e à edição de ficção. Luciana Coelho traz a análise continuada de séries e outras narrativas voltadas a grandes públicos; Mirian Ines Ibañez, a experiência como editora, tradutora e leitora profissional de originais; e Pedro Almeida, mais de três décadas de atuação editorial, inclusive na publicação de ficção. O colegiado aproxima, assim, narrativa, engajamento do público, leitura editorial e conhecimento do mercado de livros.
Luciana Coelho
Luciana Coelho é jornalista formada pela USP, secretária-assistente de Redação da Folha de S.Paulo, onde trabalha desde 2002. Foi correspondente em Nova York, Genebra e Washington e editora de Mundo e do Núcleo de Cidades. Desde 2013, escreve semanalmente sobre séries de televisão, analisando enredo, personagens, diálogos, ritmo e capacidade de engajamento de diferentes formas de narrativa seriada. Sua trajetória reúne jornalismo, crítica cultural e contato continuado com obras de ficção destinadas a públicos amplos.
Mirian Ines Ibañez
Mirian Ibañez é jornalista, editora e tradutora, com longa experiência no mercado editorial. Ao longo de sua trajetória, atuou na edição de livros, tradução e leitura e avaliação de originais, trabalhando diretamente com textos em diferentes etapas do processo editorial. Sua experiência combina leitura profissional, preparação de obras e conhecimento da construção narrativa e de sua relação com o leitor. Como tradutora e editora, desenvolveu também contato continuado com autores, gêneros e diferentes tradições da ficção.
Pedro Almeida
Pedro Almeida é jornalista, professor de Literatura e editor, com curso de extensão em Marketing pela Universidade da Califórnia, Berkeley. Atua há mais de três décadas no mercado editorial, tendo exercido funções de gestão e de publisher nas áreas de ficção, não ficção e desenvolvimento pessoal. É fundador e publisher da Faro Editorial, onde trabalha na formação de catálogo, seleção de autores e desenvolvimento de projetos brasileiros e internacionais. Sua trajetória articula edição, literatura, mercado e conhecimento dos públicos leitores.
Critérios de avaliação — Originalidade de forma e/ou estilo · Técnica narrativa e estrutura · Desenvolvimento do enredo e dos personagens.
O colegiado — O júri de Romance Literário reúne três trajetórias marcadas pela criação, pela crítica e pelo estudo da literatura. Alcir Pécora traz a teoria e a crítica literárias, associadas a uma extensa experiência editorial; José Henrique de Freitas Santos, a pesquisa e a docência em literatura, com especial atenção às tradições brasileiras, africanas e afro-brasileiras; e Rosiska Darcy de Oliveira, uma longa trajetória como escritora e ensaísta. O colegiado combina diferentes experiências de criação e leitura crítica para observar forma, estilo, estrutura narrativa e construção literária.
Alcir Pécora
Alcir Pécora é crítico literário e professor titular de Teoria Literária da Unicamp. Mestre em Teoria Literária pela Unicamp e doutor em Teoria Literária e Literatura Comparada pela USP, é autor de obras como Máquina de Gêneros e Teatro do Sacramento. Sua trajetória reúne pesquisa, crítica e edição literária. Editou as obras de Hilda Hilst, Roberto Piva e Plínio Marcos e organizou estudos e edições de autores como Padre Antônio Vieira, dedicando-se especialmente à teoria, à crítica e à história literárias.
José Henrique de Freitas Santos
José Henrique de Freitas Santos é professor titular do Instituto de Letras da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e doutor em Teorias e Crítica da Literatura e da Cultura pela mesma universidade. Realizou pós-doutorado em Estudos Literários na Obafemi Awolowo University, na Nigéria, e coordena o grupo de pesquisa YORUBANTU. Dedica-se às literaturas brasileira e africanas e às relações entre literatura, cultura e epistemologias negras. É autor de O arco e a arkhé e Literatura-terreiro, obra que desenvolve sua reflexão sobre formas e tradições literárias afro-brasileiras.
Rosiska Darcy de Oliveira
Rosiska Darcy de Oliveira é escritora, ensaísta e jornalista, integrante da Academia Brasileira de Letras desde 2013. Formada em Direito pela PUC-Rio e doutora em Educação pela Universidade de Genebra, iniciou sua trajetória profissional no jornalismo e construiu extensa produção ensaística e literária. Seus livros abordam temas como relações humanas, condição feminina, educação e vida contemporânea, combinando reflexão, memória e elaboração literária. Sua trajetória reúne escrita autoral, ensaio e participação continuada no debate cultural brasileiro.
Critérios de avaliação — Potencial de impacto artístico e sociocultural ou relevância histórica · Ineditismo da abordagem e estímulo à reflexão intelectual · Acessibilidade da linguagem.
O colegiado — O júri de Artes reúne diferentes experiências de criação, pesquisa e reflexão sobre a produção artística. Alexandra Moraes traz a prática autoral como quadrinista e jornalista; Clayton Policarpo, a atuação como artista multimídia, designer e pesquisador das relações entre arte e tecnologia; e Martin Grossmann, uma extensa trajetória na pesquisa, na curadoria e em instituições culturais. O colegiado aproxima, assim, produção artística, cultura visual, reflexão crítica e conhecimento dos processos de mediação e circulação da arte.
Alexandra Moraes
Alexandra Moraes é jornalista e quadrinista, atualmente ombudsman da Folha de S.Paulo, onde também foi repórter e editora nas áreas de cultura e diversidade. É autora da série de quadrinhos O Pintinho, publicada na internet e durante dez anos na Folha, que deu origem a três livros pela editora Lote 42. Sua trajetória combina criação gráfica, escrita e jornalismo cultural, explorando por meio do desenho e do humor questões do cotidiano, comportamento e relações sociais.
Clayton Policarpo
Clayton Policarpo é artista multimídia, designer, pesquisador e professor. Mestre em Tecnologias da Inteligência e Design Digital e especialista em Estéticas Tecnológicas pela PUC-SP, é formado em Arquitetura e Urbanismo pela PUC Minas. Desenvolve trabalhos que articulam arte, design, tecnologias digitais e sistemas hipermidiáticos e atuou como professor de Artes Visuais na ECA-USP, onde também participa de atividades de ensino e pesquisa. Sua trajetória aproxima produção artística, cultura digital, linguagem visual e investigação das transformações contemporâneas da imagem.
Martin Grossmann
Martin Grossmann é professor titular da Escola de Comunicações e Artes da USP, pesquisador e curador, com formação em Belas-Artes. Criou e coordena o Fórum Permanente, plataforma dedicada à reflexão sobre arte contemporânea, museus e instituições culturais. Foi diretor do Instituto de Estudos Avançados da USP e do Centro Cultural São Paulo e vice-diretor do Museu de Arte Contemporânea da USP. Sua pesquisa aborda arte contemporânea, mediação cultural e as relações entre produção artística, instituições e seus públicos.
Critérios de avaliação — Relevância ou importância da obra · Fidedignidade das fontes, rigor na apuração · Estrutura narrativa e linguagem claras e objetivas.
O colegiado — O júri de Biografia e Reportagem reúne três trajetórias construídas no jornalismo, com experiências complementares de reportagem, pesquisa, análise e escrita. Dora Kramer traz décadas de cobertura da vida pública e experiência como autora de livros; Lygia Maria associa a prática jornalística à pesquisa sobre imprensa, notícia e linguagem; e Mary Zaidan, uma longa trajetória como repórter e articulista. O colegiado reúne, assim, experiência particularmente relacionada à apuração, ao tratamento das fontes, à construção narrativa e à clareza do texto.
Dora Kramer
Dora Kramer é jornalista e escritora, formada pela Faculdade Cásper Líbero, com mais de quatro décadas de atuação na imprensa. Trabalhou em veículos como Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo e Veja e atualmente é colunista da Folha de S.Paulo. É coautora de Passando a Limpo: A Trajetória de um Farsante e autora de O Resumo da História e O Poder pelo Avesso, livros que reúnem investigação, personagens e acontecimentos da vida política brasileira.
Lygia Maria
Lygia Maria é jornalista e pesquisadora, formada pela Universidade Federal do Pará, mestre em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP. Trabalhou nas TVs Cultura do Pará e de São Paulo e atualmente é colunista da Folha de S.Paulo. Sua pesquisa dedica-se à teoria do jornalismo e da comunicação, história da imprensa, semiótica, teoria da notícia e linguagem jornalística, reunindo experiência profissional e reflexão acadêmica sobre apuração, narrativa e produção da informação.
Mary Zaidan
Mary Zaidan é jornalista, com trajetória iniciada no rádio e desenvolvida em diferentes meios de comunicação. Foi repórter de O Globo e de O Estado de S. Paulo em Brasília, onde cobriu acontecimentos como a Assembleia Nacional Constituinte e a primeira eleição presidencial direta após o regime militar. Atuou também na comunicação pública e institucional e, desde 2009, é articulista do Blog do Noblat. Sua trajetória reúne reportagem, cobertura política, análise e escrita continuada sobre a vida pública brasileira.
Critérios de avaliação — Potencial de impacto econômico e sociocultural · Originalidade, relevância e atualidade do tema · Potencial de disseminação de práticas e ideias.
O colegiado — O júri de Economia Criativa reúne experiências em gestão, cultura, inovação e produção intelectual. Cláudio Kassab traz uma trajetória que articula tecnologia, economia, administração e educação; Jandaraci Araújo, a experiência em empreendedorismo, governança, sustentabilidade e gestão de instituições culturais; e Mario Sabino, a atuação como escritor, jornalista e editor. O colegiado aproxima, assim, diferentes perspectivas sobre criação, gestão, inovação, impacto e circulação de ideias — dimensões centrais de um campo marcado pela interação entre cultura e atividade econômica.
Cláudio Kassab
Cláudio Kassab é engenheiro eletrônico pela Escola Politécnica da USP e economista pela FEA-USP, com MBA Executivo pelo Insper e mestrado em Administração de Empresas pela FGV. Tem mais de três décadas de experiência em tecnologia, gestão e educação, tendo atuado como engenheiro de software, consultor, gestor e executivo em organizações nacionais e internacionais. Desde 2010, dirige a Fundação Liceu Pasteur e integra o Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Sua trajetória combina inovação tecnológica, administração e gestão de organizações.
Jandaraci Araújo
Jandaraci Araújo é executiva, conselheira e professora, mestre em Administração de Empresas pela FGV, com atuação em governança, sustentabilidade, empreendedorismo e inovação. Foi diretora do Banco do Povo Paulista e subsecretária de Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo. Cofundou o Instituto Conselheiras 101 e atua também na gestão e governança de instituições culturais, entre elas o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e o Inhotim. Sua trajetória articula desenvolvimento econômico, gestão, impacto social e cultura.
Mario Sabino
Mario Sabino é escritor, jornalista e editor, com trajetória iniciada na Folha de S.Paulo, onde foi editor da seção de livros, e passagens por IstoÉ, O Estado de S. Paulo e Veja. É autor dos romances O Dia em que Matei Meu Pai e O Vício do Amor e dos livros de contos O Antinarciso e A Boca da Verdade. O Antinarciso recebeu o Prêmio Clarice Lispector, da Fundação Biblioteca Nacional. Sua trajetória reúne criação literária, edição, jornalismo e produção de conteúdo.
Critérios de avaliação — Relevância, atualidade e transversalidade do tema · Estímulo à reflexão · Clareza da linguagem, precisão conceitual e adequação terminológica.
O colegiado — O júri de Educação reúne diferentes dimensões da experiência educacional. Amadeu Bego traz a pesquisa, a formação de professores e a avaliação de processos formativos; Kátia Stocco Smole, uma trajetória que articula docência, currículo, pesquisa, gestão e políticas públicas; e Estela Zanini, a experiência cotidiana da escola, com atenção à convivência e à formação integral dos estudantes. O colegiado aproxima, assim, produção de conhecimento, políticas educacionais, formação docente e prática escolar.
Amadeu Bego
Amadeu Bego é professor da Unesp e pesquisador na área de educação e formação de professores. Licenciado e mestre em Química pela Unesp, é doutor em Educação para a Ciência pela mesma universidade e realizou pós-doutorado na Faculdade de Educação da USP e período como professor visitante na Harvard Graduate School of Education. Desenvolve pesquisas sobre formação docente, ensino de ciências, planejamento e avaliação educacional e participa de iniciativas voltadas ao desenvolvimento profissional de professores. Integra também o Conselho Estadual de Educação de São Paulo.
Estela Zanini
Estela Zanini é educadora, formada em Ciências Biológicas pela USP, com especialização em Dependência Química pela Unifesp e mestrado em Educação pela PUC-SP. Desenvolveu sua trajetória no Colégio Bandeirantes, onde atuou na coordenação de programas de prevenção, educação sexual e formação de estudantes e hoje integra a direção pedagógica da escola. Sua pesquisa de mestrado investigou a convivência democrática no ambiente escolar, com foco em rodas de diálogo entre professores e gestores e na construção coletiva das relações na escola.
Kátia Stocco Smole
Kátia Stocco Smole é educadora, pesquisadora e gestora, mestre e doutora em Educação pela Faculdade de Educação da USP. Fundou o Instituto Mathema e foi secretária de Educação Básica do Ministério da Educação. Sua trajetória reúne docência, formação de professores, pesquisa, elaboração curricular e gestão educacional, com especial dedicação à aprendizagem e ao ensino da matemática. É autora de livros e materiais didáticos e participou de processos de construção e implementação de currículos alinhados à Base Nacional Comum Curricular.
Critérios de avaliação — Relevância, atualidade e transversalidade do tema · Estímulo à reflexão · Clareza da linguagem, precisão conceitual e adequação terminológica.
O colegiado — O júri de Negócios reúne diferentes experiências em gestão, economia, tecnologia e comunicação. Emerson Bento Pereira traz uma trajetória ligada à transformação digital, à administração e à gestão de organizações; Manuelito Pereira Magalhães Júnior, a experiência como economista e gestor em planejamento, infraestrutura e serviços públicos; e Sonia Racy, décadas de jornalismo econômico e empresarial. O colegiado aproxima, assim, gestão, inovação, políticas econômicas e conhecimento continuado do ambiente de negócios.
Emerson Bento Pereira
Emerson Bento Pereira é gestor e especialista em tecnologia, com trajetória dedicada à transformação digital, à inovação e ao uso estratégico da inteligência artificial na educação. Atua na direção de Tecnologia Educacional do Colégio Bandeirantes e trabalhou também na Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, em função de gestão na área editorial. É autor de Digital, uma mudança cultural e participa de conselhos e comitês ligados a educação, cultura e inovação. Sua experiência articula administração, tecnologia e desenvolvimento de projetos institucionais.
Manuelito Pereira Magalhães Júnior
Manuelito Pereira Magalhães Júnior é economista formado pela Unicamp, com MBA em Parcerias Público-Privadas e Concessões pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo, em parceria com a London School of Economics. Foi secretário municipal de Planejamento de São Paulo, presidente da Emplasa e diretor de Gestão Corporativa da Sabesp. Atualmente preside a Sanasa, de Campinas. É também professor na área de saneamento e infraestrutura. Sua trajetória reúne economia, planejamento, gestão corporativa, concessões e administração de serviços públicos.
Sonia Racy
Sonia Racy é jornalista com longa trajetória na cobertura de economia, empresas e vida pública. Iniciou a carreira no Jornal do Brasil, foi repórter de Economia da Gazeta Mercantil e passou pela Folha de S.Paulo. Desde 1988 atua em O Estado de S. Paulo, onde criou a coluna Direto da Fonte, inicialmente dedicada à economia e posteriormente ampliada para negócios, política e sociedade. Sua trajetória reúne reportagem, análise e acompanhamento continuado de empresas, executivos e transformações do ambiente econômico brasileiro.
Critérios de avaliação — Relevância, atualidade e transversalidade do tema · Estímulo à reflexão · Clareza da linguagem, precisão conceitual e adequação terminológica.
O colegiado — O júri de Saúde e Bem-estar reúne diferentes experiências na produção, avaliação e comunicação do conhecimento em saúde. Eliana Amaral traz a medicina, a pesquisa e uma extensa atuação na formação de profissionais da área; Magda Almeida, a medicina de família, a saúde pública e a educação em saúde; e Michelle Loreto, uma década de jornalismo especializado. O colegiado aproxima, assim, conhecimento científico, cuidado, formação profissional e capacidade de comunicar temas de saúde com clareza para diferentes públicos.
Eliana Amaral
Eliana Amaral é médica e professora titular de Obstetrícia da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp, onde realizou mestrado, doutorado e livre-docência. Desenvolve pesquisas em saúde sexual e reprodutiva e dedica mais de duas décadas à educação das profissões da saúde, coordenando atualmente o Núcleo de Avaliação e Pesquisa em Ensino na Saúde. Em 2026, tornou-se a primeira representante do Brasil e da América Latina no Comitê Diretivo da AMEE, associação internacional dedicada à educação dos profissionais de saúde.
Magda Almeida
Magda Moura de Almeida é médica de Família e Comunidade e professora da Universidade Federal do Ceará. Graduada em Medicina pela UFC, é mestre em Saúde Pública e doutora em Ciências Médicas pela Unicamp. Sua trajetória profissional e acadêmica concentra-se na atenção primária, na saúde pública, na gestão e na educação das profissões da saúde. Atua no Departamento de Saúde Comunitária da UFC, desenvolvendo atividades de ensino, pesquisa e formação médica que articulam cuidado, políticas de saúde e conhecimento das necessidades de diferentes populações.
Michelle Loreto
Michelle Loreto é jornalista especializada na cobertura de saúde, com mais de duas décadas de experiência em televisão. Trabalhou durante 20 anos na TV Globo e, a partir de 2015, integrou o Bem Estar, primeiro como repórter e depois como apresentadora, dedicando dez anos à abordagem jornalística de temas relacionados a saúde, prevenção e qualidade de vida. Sua trajetória nesse período foi marcada pela interlocução com médicos e especialistas e pela tradução de informações de saúde para uma linguagem acessível ao grande público.
Critérios de avaliação — Atratividade visual · Visibilidade e legibilidade de elementos de identificação da obra · Harmonia com o tema da obra e com os elementos do projeto gráfico.
O colegiado — O júri de Capa reúne diferentes experiências relacionadas à construção e à leitura da imagem. Claudio Filus traz a prática profissional do design, da comunicação visual e da produção gráfica; Sonia Gomes, uma trajetória artística marcada pela investigação de cor, textura, composição e materialidade; e Sonia Matarazzo, formação e atuação nas artes visuais e na cerâmica. O colegiado aproxima, assim, design, linguagem visual, experiência artística e diferentes formas de percepção da composição e da materialidade.
Claudio Filus
Claudio Filus é designer, com formação em Desenho Industrial e Comunicação Visual e mais de três décadas de atuação em projetos gráficos e produção visual. Desenvolveu trabalhos para instituições culturais, museus e exposições, participando da concepção e execução de materiais gráficos em diferentes suportes. Sua trajetória reúne design, comunicação visual e acompanhamento dos processos de produção, com experiência na articulação entre composição, tipografia, imagem e materialidade — elementos diretamente relacionados à construção da identidade visual de publicações.
Sonia Gomes
Sonia Gomes é artista visual, com trajetória dedicada sobretudo à escultura e à instalação. Sua obra transforma tecidos, fios, rendas e objetos por meio de costuras, torções, amarrações e sobreposições, explorando relações entre cor, textura, forma, memória e materialidade. Participou da Bienal de Veneza e da Bienal de São Paulo e realizou exposições no MASP e na Pinacoteca. Seus trabalhos integram coleções como Centre Pompidou, MoMA, Guggenheim, Tate Modern, MASP e Pinacoteca.
Sonia Matarazzo
Sonia Matarazzo é artista com formação e atuação nas artes visuais, especialmente na cerâmica. Estudou artes na Escola Brasil e realizou estudos de mosaico e afresco na Accademia di Belle Arti di Roma. Fundou a Barro Blanco Cerâmica e manteve longa atuação ligada ao Museu Lasar Segall, do qual foi vice-presidente por vinte anos. Sua experiência reúne prática artística, composição e materialidade, acrescentando ao colegiado uma perspectiva voltada às relações entre forma, superfície, cor e construção visual.
Critérios de avaliação — Originalidade e inventividade · Identidade, unidade visual e interação entre imagem e texto, quando houver · Capacidade de contar uma história.
O colegiado — O júri de Ilustração reúne diferentes experiências relacionadas à criação e à leitura da imagem. André Dahmer traz a prática autoral do desenho, dos quadrinhos e da narrativa visual; Eduardo Baptistão, quatro décadas de atuação como ilustrador editorial e caricaturista; e Ana Teresa Gavião, a pesquisa sobre infância, educação e processos de aprendizagem. O colegiado aproxima, assim, criação gráfica, ilustração editorial, narrativa visual e uma perspectiva voltada à percepção e às formas pelas quais imagens produzem experiências e significados.
Ana Teresa Gavião
Ana Teresa Gavião é pedagoga pela PUC-SP, mestre e doutora em Psicologia e Educação pela USP e pesquisadora dedicada à infância e à educação infantil. Há mais de 15 anos estuda a abordagem de Reggio Emilia, na Itália, onde realizou períodos de pesquisa e acompanhamento de escolas. Atua na formação de educadores e participou da revisão de referenciais curriculares de Educação Infantil. Sua trajetória investiga especialmente brincadeira, aprendizagem, expressão e as diferentes linguagens pelas quais as crianças constroem conhecimento e atribuem significado ao mundo.
André Dahmer
André Dahmer é desenhista, poeta, artista visual e quadrinista, criador das séries Malvados, Quadrinhos dos Anos 10 e Vida e Obra de Terêncio Horto. Com 25 anos de carreira e onze livros publicados, mantém tiras nos jornais Folha de S.Paulo e O Globo. Recebeu cinco prêmios HQMix e um Prêmio Jabuti. Sua produção explora as relações entre desenho, texto, humor e crítica social, construindo narrativas em que síntese gráfica e linguagem verbal atuam de maneira integrada.
Eduardo Baptistão
Eduardo Baptistão é ilustrador e caricaturista, formado em Publicidade e Propaganda pela Faculdade Cásper Líbero. Atua no mercado editorial desde 1985, quando publicou seu primeiro desenho na Folha de S.Paulo, e trabalhou por 22 anos na redação de O Estado de S. Paulo, com o qual continua colaborando. Produziu ilustrações para livros, discos, jornais e revistas e publicou três livros autorais de caricatura. Recebeu cinco vezes o Troféu HQMix de melhor caricaturista, além de prêmios nacionais e internacionais de ilustração e desenho de imprensa.
Critérios de avaliação — Composição estética · Originalidade e inovação · Funcionalidade e adequação ao perfil da obra.
O colegiado — O júri de Projeto Gráfico reúne experiências complementares na concepção visual e na produção de obras. Guen Yokoyama traz a prática do design gráfico e da direção de arte; Cecília Scharlach, uma longa trajetória na edição e na produção de livros; e Jorge Takla, a formação em Belas-Artes e décadas de criação visual no teatro e na ópera. O colegiado aproxima, assim, design, experiência editorial, composição estética e direção artística na avaliação da relação entre forma, funcionalidade e identidade de cada obra.
Guen Yokoyama
Guen Yokoyama é designer gráfico, arquiteto e artista visual, mestre pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Atua profissionalmente em design gráfico e direção de arte, desenvolvendo projetos editoriais e de comunicação visual para livros e publicações institucionais. Assinou, entre outros trabalhos, o projeto gráfico de Retratos da Leitura no Brasil. Sua trajetória articula design, arquitetura e artes visuais, com atenção à composição, à organização da informação e às relações entre forma, conteúdo e materialidade.
Cecília Scharlach
Cecília Scharlach é editora, com longa trajetória na produção de livros e projetos editoriais. Fundou a Palavra & Imagem Editora e foi coordenadora editorial da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, onde acompanhou publicações premiadas pelo Jabuti, inclusive em Projeto Gráfico. Coordenou edições como Viagem pitoresca e histórica ao Brasil, Revistas do Modernismo: 1922-1929 e O melhor da Senhor. Sua experiência reúne edição, produção editorial e acompanhamento da relação entre conteúdo, projeto visual e materialidade do livro.
Jorge Takla
Jorge Takla é diretor de teatro e ópera, formado pela École des Beaux-Arts e pelo Conservatoire d’Art Dramatique, em Paris. Iniciou sua trajetória profissional ao lado de Robert Wilson e dirigiu e produziu mais de cem espetáculos no Brasil e no exterior. Além da direção cênica, assinou cenários, figurinos e iluminação em diferentes produções. Sua trajetória reúne artes visuais, composição espacial e direção artística, trabalhando continuamente com relações entre forma, cor, espaço, materialidade e construção de identidade visual.
Critérios de avaliação — Relação deliberadamente inventiva ou preservadora da elocução do autor · Domínio do português como língua de chegada, precisão vocabular e conceitual · Preservação da ética da diferença e mediação da diversidade cultural.
O colegiado — O júri de Tradução reúne diferentes experiências no trabalho com línguas, literatura, filosofia e edição. Ari Roitman traz décadas de prática na tradução literária e na edição de livros; Pedro Fernandes Galé, a tradução e edição de textos filosóficos associadas à pesquisa em estética; e Robertson Frizero, a experiência como tradutor, escritor e professor. O colegiado aproxima, assim, prática tradutória, reflexão sobre linguagem, experiência editorial e criação literária.
Ari Roitman
Ari Roitman é tradutor, editor e psicanalista, com longa trajetória na tradução literária. Fundou as editoras Relume-Dumará e Garamond e traduziu obras de autores como Mario Vargas Llosa, Julio Cortázar, Antonio Skármeta, Arturo Pérez-Reverte, Rosa Montero e Manuel Vázquez Montalbán. Recebeu o prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil pela tradução de Fonchito e a lua, de Vargas Llosa. Sua atuação combina tradução e edição, com extensa experiência na mediação entre diferentes línguas, estilos e tradições literárias.
Pedro Fernandes Galé
Pedro Fernandes Galé é professor de Estética no Departamento de Filosofia da Universidade Federal de São Carlos, formado, mestre e doutor em Filosofia pela USP. Pesquisa estética, filosofia da arte e autores como Goethe, Winckelmann e Diderot. Foi editor-chefe da Editora Barcarolla e é editor executivo da revista Discurso. Entre seus trabalhos editoriais e de tradução está Ensaios Filosóficos, de Adam Smith. É também autor de Goethe: o olhar e o mundo das formas, reunindo em sua trajetória filosofia, tradução, edição e reflexão sobre linguagem e arte.
Robertson Frizero
Robertson Frizero é escritor, tradutor e professor, mestre em Teoria da Literatura pela PUCRS e especialista em Ensino e Aprendizagem de Línguas Estrangeiras pela UFRGS. Publicou romances, contos, poesia, teatro e livros para crianças. Seu romance Longe das Aldeias foi finalista dos prêmios Jabuti, São Paulo de Literatura e Açorianos e teve direitos de tradução vendidos para árabe e persa. Sua trajetória reúne prática tradutória, teoria literária, escrita de ficção e trabalho continuado com língua, literatura e criação.
Critérios de avaliação — Caráter inovador e criativo · Capacidade de disseminação em pequenas esferas e em outras realidades · Inclusão e mobilização de leitores e não leitores.
O colegiado — O júri de Incentivo à Leitura – Projeto reúne experiências em literatura, formação de leitores, diversidade e comunicação. Vivina de Assis Viana traz uma longa trajetória como escritora e professora, além da participação em iniciativas de promoção literária; Renan Quinalha associa pesquisa, escrita e reflexão sobre diversidade a uma atuação editorial dedicada à literatura; e Rodrigo Costa acrescenta a experiência do jornalismo e da comunicação com diferentes públicos. O colegiado reúne, assim, perspectivas complementares para observar criatividade, inclusão, mobilização e capacidade de disseminação dos projetos.
Renan Quinalha
Renan Quinalha é escritor, advogado e professor de Direito da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), com produção dedicada aos direitos humanos, memória e diversidade. É autor de Contra a Moral e os Bons Costumes e Movimento LGBTI+: uma breve história do século XIX aos nossos dias, finalista do Prêmio Jabuti. Atua também na produção e circulação de textos sobre literatura, cultura e diversidade. Sua trajetória aproxima pesquisa, escrita e debate público, acrescentando ao colegiado uma perspectiva voltada à inclusão e à pluralidade de públicos e experiências.
Rodrigo Costa
Rodrigo Costa é jornalista, repórter e apresentador, com experiência em rádio e televisão. Integra a equipe da Jovem Pan News e atua também no jornalismo regional em Minas Gerais, onde apresenta programas e conduz entrevistas e sabatinas com personalidades da vida pública. Ao longo da carreira, trabalhou ainda com reportagem investigativa. Sua trajetória acrescenta ao colegiado a experiência da comunicação com públicos diversos e da transformação de temas e informações em narrativas capazes de alcançar e mobilizar diferentes audiências.
Vivina de Assis Viana
Vivina de Assis Viana é escritora e professora, formada em Letras Neolatinas pela UFMG, com extensa produção voltada à literatura infantil e juvenil. Publicou seu primeiro livro, O Dia de Ver Meu Pai, em 1977, e venceu o Prêmio Jabuti em 1989 com O Mundo É Pra Ser Voado. Foi também cronista do Estado de Minas e trabalhou na coordenação dos Concursos Literários da Fundação Nestlé de Cultura, ao lado de Ricardo Ramos e José Paulo Paes. Sua trajetória reúne literatura, educação e formação de leitores.
Critérios de avaliação — Estratégias de promoção e divulgação no exterior · Contribuição para a disseminação da cultura e/ou literatura do país · Estratégia de distribuição.
O colegiado — O júri de Livro Brasileiro Publicado no Exterior reúne diferentes experiências relacionadas à circulação internacional de livros, conteúdos e cultura. Carla Sacrato traz a atuação editorial e a participação em programas internacionais voltados à aproximação entre mercados; Mansur Bassit, uma longa experiência na cadeia do livro, na CBL, em feiras e em políticas para a cultura; e Igor Gielow, a perspectiva de escritor e jornalista com extensa atuação internacional. O colegiado aproxima, assim, mercado editorial, internacionalização, promoção cultural e conhecimento de diferentes contextos e públicos.
Carla Sacrato
Carla Sacrato é profissional do mercado editorial e da comunicação, com mais de uma década de experiência no setor. Durante nove anos na Faro Editorial, participou da publicação de centenas de títulos e atuou na coordenação editorial. Representou o Brasil em programas internacionais como Sharjah Fellowship, Istanbul Publishing Fellowship e Seoul International Book Fair Fellowship, voltados à aproximação entre editores, agentes e mercados de diferentes países. Atualmente é diretora de comunicação do Grupo Chaves. Sua trajetória reúne edição, comunicação e internacionalização do livro.
Igor Gielow
Igor Gielow é jornalista e escritor, repórter especial da Folha de S.Paulo, onde trabalha desde 1992. Foi correspondente internacional, editor, secretário de Redação e diretor da Sucursal de Brasília, especializando-se em política internacional, geopolítica e conflitos. Como repórter, trabalhou em quase 40 países, entre eles Afeganistão, Iraque, Paquistão, Líbano, Ucrânia e Rússia. É autor do romance Ariana, publicado pela Record. Sua trajetória reúne escrita, jornalismo e experiência continuada em diferentes contextos culturais internacionais.
Mansur Bassit
Mansur Bassit é profissional do mercado editorial e da gestão cultural, formado em Propaganda e Marketing pela ESPM, com MBA pelo Insper. Foi diretor-executivo da Câmara Brasileira do Livro por seis anos, período em que participou da organização da Bienal Internacional do Livro de São Paulo e de ações de promoção do livro brasileiro, incluindo a homenagem ao Brasil no Salão do Livro de Paris de 2015. Foi também secretário de Economia da Cultura do Ministério da Cultura. Sua trajetória reúne mercado editorial, gestão, cultura e promoção do livro.
Critérios de avaliação — Qualidade e Originalidade · Alcance e Engajamento · Impacto e Diversidade.
O colegiado — Por seu caráter novo e multidisciplinar, Incentivo à Leitura – Cultura Digital conta com um colegiado ampliado de 12 jurados, reunindo experiências em literatura, formação de leitores, educação, comunicação, semiótica, publicidade, design, mercado editorial, bibliotecas, audiovisual e tecnologia. Essa diversidade permite observar conjuntamente a qualidade da mediação, a originalidade dos conteúdos, o alcance e o engajamento, a formação de comunidades leitoras, o impacto cultural e a contribuição para a bibliodiversidade.
O que orienta a avaliação
A categoria reconhece pessoas e iniciativas que utilizam os ambientes digitais para valorizar o livro, incentivar a leitura e contribuir para a formação de leitores. Podem ser consideradas diferentes formas de atuação, como redes sociais, canais de vídeo, podcasts, newsletters, clubes de leitura, comunidades online e outros formatos digitais.
Popularidade e número de seguidores não são, isoladamente, medidas de excelência. A avaliação considera a qualidade e a consistência dos conteúdos, a capacidade de mediação, a relação construída com os leitores, a formação de comunidades e a ampliação de repertórios. Também valoriza iniciativas que promovam diferentes autores, editoras, gêneros, regiões, perspectivas culturais e públicos.
A existência de publicidade, patrocínios ou parcerias não constitui impedimento. Considera-se, entretanto, a independência editorial da iniciativa e o equilíbrio entre a promoção comercial e sua contribuição efetiva para o livro, a leitura e a formação de leitores.
Como funciona a avaliação
A natureza da categoria exige uma análise cuidadosa da atuação dos inscritos nos ambientes digitais, incluindo perfis, conteúdos e diferentes formatos de produção. Para permitir uma avaliação aprofundada e, ao mesmo tempo, ampliar a diversidade de olhares, foi adotado um processo em duas etapas.
Na primeira, os 12 jurados foram distribuídos em quatro colegiados de três integrantes. A formação dos colegiados foi definida por sorteio, observando-se o equilíbrio de gênero e a diversidade de experiências e campos de atuação. As inscrições também foram distribuídas entre os quatro colegiados. Cada um realizou sua avaliação de forma independente e selecionou 13 iniciativas para a etapa seguinte.
Na segunda etapa, foi realizada uma avaliação cruzada. Cada colegiado examinou as 39 iniciativas selecionadas pelos outros três grupos, sem reavaliar aquelas que havia escolhido na primeira etapa. Dessa forma, cada iniciativa que avançou passou pelo olhar de nove novos jurados, ampliando a comparação entre os trabalhos e reduzindo o peso de um único colegiado na definição do resultado.
A consolidação das avaliações dessa segunda etapa definiu os dez semifinalistas que seguem para o voto popular.
Alex Bastos
Alex Bastos é educador e pesquisador, especialista em Educação e mestrando em História pela Universidade Federal de São Paulo, onde estuda história social, populações negras, religiosidades e associativismo. Atua na Educação Básica e na formação de professores e gestores em diferentes regiões do país, com experiência na análise de obras literárias e paradidáticas. É responsável pelo Centro de Memória e Arquivo da Venerável Ordem Terceira da Penitência de São Paulo, dedicado à preservação e à pesquisa de acervos históricos e da memória negra paulistana.
Andressa Parisi
Andressa Parisi é especialista em Direito Educacional pela PUC, com atuação em regulação e compliance educacional, e integra a Assessoria Técnica do Conselho Estadual de Educação de São Paulo. Pesquisa tecnologias e inteligência artificial aplicadas à educação e participa de projetos relacionados à inovação, transformação digital e uso de dados. Atua também na comunicação digital e na gestão das redes sociais do Conselho, acompanhando as relações entre educação, informação, tecnologia e diferentes formas de comunicação com o público.
Claudia Matarazzo
Claudia Matarazzo é jornalista e escritora, com trajetória em revistas, jornais, rádio e televisão. Trabalhou na Editora Abril, onde recebeu o Prêmio Abril de Jornalismo, e é autora de mais de vinte livros sobre comportamento, comunicação, inclusão e cultura. Entre eles estão Etiqueta sem Frescura, Vai Encarar? e Mesa Brasileira. Sua experiência atravessa diferentes meios e formatos de comunicação, incluindo produção de conteúdo e atuação em ambientes digitais, com atenção às transformações do comportamento e das formas de interação social.
Clotilde Perez
Clotilde Perez é professora titular de Semiótica da Escola de Comunicações e Artes da USP, da qual é diretora, e pesquisadora nas áreas de comunicação, semiótica, consumo e publicidade. Livre-docente pela USP e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, realizou pós-doutorado no Center for Design Research da Universidade Stanford. É autora de livros e artigos sobre comunicação e linguagem e atua também em formatos de divulgação audiovisual. Sua trajetória investiga como signos, mensagens e meios constroem significados e relações com diferentes públicos.
Fernando Piccinini Jr.
Fernando Piccinini Jr. é escritor, psicanalista e publicitário, com cinco décadas de experiência em criação e comunicação. É autor de livros de poesia, crônicas e ensaios poético-fotográficos, entre eles Boletim de Existência, Boas Palavras e Catedral da Sé, finalista do Prêmio Jabuti. Criou e apresentou durante oito anos o programa Boas Palavras, na Rádio Bandeirantes. Sua trajetória combina criação literária, publicidade e comunicação em diferentes linguagens, com experiência continuada na construção de mensagens destinadas a públicos amplos.
Gisele Corrêa Ferreira
Gisele Corrêa Ferreira é relações-públicas, empreendedora cultural e curadora do Flipoços – Festival Literário Internacional de Poços de Caldas há 22 anos. Fundou a GSC Eventos Especiais, dedicada a projetos nas áreas de literatura, música, educação e meio ambiente, e desenvolve intercâmbios culturais com Portugal e outros países lusófonos. Sob sua curadoria, o Flipoços recebeu, em 2018, o Prêmio Retratos da Leitura, concedido pela CBL, Instituto Pró-Livro e SNEL, em reconhecimento à sua atuação na formação de leitores.
Gustavo Greco
Gustavo Greco é designer, fundador e diretor de criação da Greco, empresa independente de design com mais de duas décadas de atuação. Foi professor de pós-graduação por mais de dez anos, presidente nacional da ABEDESIGN e curador da 13ª Bienal Brasileira de Design Gráfico. Atua também como jurado em premiações nacionais e internacionais, entre elas Cannes, D&AD, iF Design Award e Red Dot. Sua trajetória reúne criação visual, comunicação, avaliação de projetos e reflexão sobre a circulação de mensagens em diferentes suportes.
Leandro Müller
Leandro Müller é pesquisador do mercado editorial, editor e escritor, doutor em Comunicação pela UERJ e pela Université Clermont-Auvergne. Está à frente do NESPE e coordena cursos de especialização em Escrita Criativa, Edição de Textos, Edição e Gestão Editorial e Design Editorial. É autor de nove livros publicados no Brasil e na Espanha, entre eles Como editar seu próprio livro e O consumidor de livros, dedicado ao comportamento dos leitores em livrarias. Sua trajetória articula edição, pesquisa, formação profissional e conhecimento da circulação e do consumo de livros.
Leonardo Bento
Leonardo Bento é historiador, educador e doutorando em História da Educação pela PUC-SP, onde pesquisa educação, relações raciais, equidade e ações afirmativas. Mestre em História da Educação e formado em História pela UFRJ, é cocriador do podcast Seu Amigo Pretinho e das Trilhas das Memórias Negras, voltadas à recuperação de memórias afro-indígenas em espaços urbanos. É também idealizador e mediador do grupo de estudos Entrelinhas Afro-indígenas, experiência que articula leitura, educação, memória, diversidade e produção de conteúdo.
Luiza Thesin
Luiza Thesin é gestora cultural, formada em Comunicação Social, com pós-graduação em Gestão em Artes e Fundamentos da Cultura e das Artes e mestranda em Estudos Culturais. Atua há mais de vinte anos no setor cultural e participou da realização de projetos como Virada Cultural, Carnaval de Rua e festival de arte em mídias móveis. Atualmente dirige a Biblioteca Mário de Andrade, onde atua na gestão, programação cultural e formação de públicos, articulando políticas culturais, acesso à literatura e aproximação de novos leitores.
Marcus Bastos
Marcus Bastos é professor livre-docente em Comunicação e Artes pela PUC-SP, onde atua desde 2003 nas áreas de comunicação, artes, audiovisual e tecnologias digitais. Pesquisa as relações entre arte, mídia e tecnologia e é autor de livros como Limiares das Redes e Pontes, janelas, máscaras, vírus. Foi também curador de exposições e festivais dedicados à arte e às mídias móveis. Sua trajetória reúne pesquisa, produção cultural e reflexão sobre redes, audiovisual e as transformações das linguagens artísticas nos ambientes tecnológicos contemporâneos.
Nina da Hora
Nina da Hora é cientista da computação e pesquisadora, formada pela PUC-Rio e mestre em Ciência da Computação pela Unicamp. Fundadora do Instituto da Hora, dedica-se à inteligência artificial, visão computacional, reconhecimento facial, direitos digitais e impactos sociais da tecnologia. Formulou o conceito de epistemicídio computacional e desenvolve trabalhos voltados à democratização do conhecimento científico e tecnológico. É autora de MyNews Explica Algoritmos e atua também na divulgação pública de temas relacionados à tecnologia, articulando pesquisa, educação, comunicação e reflexão crítica sobre os ambientes digitais.